O Mundo de Sofia

O Mundo de Sofia despertou em mim algo que talvez já estivesse presente, mas que eu ainda não tinha nomeado: a vontade de entender por que pensamos como pensamos. A cada capítulo, fui entrando em contato com as grandes perguntas da humanidade e os caminhos que diferentes pensadores trilharam para tentar respondê-las. Isso me ajudou a desenvolver um olhar mais curioso e aberto, principalmente em conversas, onde gosto de questionar e refletir.

Mesmo quando as palavras certas parecem escapar, aprendi mais do que decorar nomes de filósofos, aprendi a pensar com mais profundidade, a respeitar pontos de vista diferentes e a enxergar sentido no ato de questionar. Levo comigo o valor da dúvida, não como fraqueza, mas como sinal de consciência e vontade de crescer.

Livro 'A Sutil Arte de Ligar o Foda-se'

A Sutil Arte de Ligar o Foda-se

Ao ler A Sutil Arte de Ligar o Foda-se, percebi que muitos dos problemas que enfrentamos vêm da ideia equivocada de que precisamos nos sentir bem o tempo todo ou ser extraordinários em tudo. Esse livro me ensinou a valorizar a honestidade com os próprios sentimentos e a fazer escolhas mais conscientes, sem me deixar levar por expectativas externas.

Eu, que sempre gostei de refletir sobre o que realmente importa, passei a entender que assumir a responsabilidade pelas minhas decisões, até mesmo pelas ruins, é o que me dá controle sobre a minha vida. Aprendi que nem tudo merece minha atenção ou preocupação, e isso não é frieza, é foco. Hoje, carrego comigo o valor da autenticidade e da aceitação dos limites como base para o meu crescimento.

A Casa dos Vinte

“A Casa dos Vinte” me pegou de um jeito diferente. Talvez por estar vivendo justamente essa fase dos vinte e poucos anos, em que tudo parece urgente, intenso e, ao mesmo tempo, confuso. O autor, Oliveira, tem uma forma de escrever que conversa direto com quem já se sentiu deslocado, cansado ou sobrecarregado por expectativas. Não é só um livro sobre juventude.

É sobre sobreviver emocionalmente a essa juventude. Ao acompanhar os personagens e suas dúvidas, eu também fui me olhando, repensando meus próprios passos, minhas pausas, e o valor de certas dores que a gente costuma esconder. Esse livro reforçou em mim a importância de cultivar vínculos verdadeiros, respeitar meu próprio tempo e entender que não ter todas as respostas faz parte do processo. A partir dele, passei a valorizar ainda mais o silêncio, os recomeços e o direito de mudar de rota sem me culpar por isso.

Midnight Gospel

Gosto de refletir sobre a vida, a morte, o tempo e as contradições do ser humano. Sempre fui mais ligado à lógica e ao concreto, mas com o tempo percebi que entender o invisível, os sentimentos, os conflitos internos, as escolhas silenciosas, é tão necessário quanto dominar o que pode ser provado. A filosofia me mostrou que questionar não é fraqueza, é coragem. Pensar sobre temas difíceis como o ego, o medo e a impermanência me fez valorizar mais o presente e as conexões verdadeiras. Não acredito em respostas prontas. Gosto do desconforto que uma pergunta profunda traz, porque ele me move, me limpa, me reinventa.

Trago comigo o valor da autenticidade, da busca por sentido e da escuta ativa. Entender o outro e a mim mesmo virou parte do meu dia a dia, não de forma mística, mas prática, humana. Me esforço para viver com mais presença, mais intenção e menos pressa. Prefiro a profundidade às aparências, o diálogo ao julgamento, o aprendizado constante à sensação de já saber. A filosofia, pra mim, não está nos livros difíceis, está nos pequenos dilemas, nas pausas para pensar, na arte de não fugir de si. É assim que tento viver, mesmo que imperfeito, com curiosidade, consciência e verdade.